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Instituições de Portugal e Brasil assinam acordo para reconhecimento mútuo de títulos de engenharia e arquitetura PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Sexta, 14 Junho 2013 17:02

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Fonte:http://www.portugaldigital.com.br

Lisboa - A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), do Brasil, e o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), assinaram, nesta segunda-feira (10), por ocasião da visita da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, a Lisboa, um acordo "com vista à equivalência, reconhecimento e revalidação dos graus e títulos acadêmicos nas áreas de Arquitetura e das Engenharias", em nível de graduação.

 

O acordo abrange as seguintes instituições brasileiras: Universidade Federal do Ceará - UFC, Universidade Federal do Pará-UFPA, Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN, Universidade Federal de Alagoas-UFAL, Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Universidade Federal de Goiás-UFG, Universidade Federal do Mato Grosso-UFMT, Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG,  Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ, Universidade Federal de São Carlos-UFSCar, Universidade Federal do Paraná-UFPR, Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS, Universidade Técnica Federal do Paraná-UTFPR, Universidade Federal de Uberlândia-UFU.

Da parte portuguesa, o acordo vincula a Universidade do Algarve, Universidade de Aveiro, Universidade dos Açores, Universidade da Beira Interior, Universidade de Coimbra, Universidade de Évora, Universidade Nova de Lisboa, Universidade Técnica de Lisboa, Universidade de Lisboa, Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade da Madeira, Universidade Católica Portuguesa e ISCTE - Instituto Universitário de LisboaTambém foi firmado memorando de entendimento para que pesquisadores brasileiros participem de projetos no Centro de Inovação em Biotecnologia de Cantanhede, na região portuguesa de Coimbra, informa o correspondente da Agência Brasil na capital portuguesa.

O acordo de cooperação atende a uma reclamação constante dos portugueses e vinha sendo cobrado pelo governo de Portugal, após a falta de aplicação de entendimento entre entidades universitárias dos dois países sobre o tema, assinado em agosto do ano passado.Dilma Rousseff e Cavaco Silva se reuniram hoje no Palácio de Belém, sede da Presidência da República.Ao final do encontro, os dois presidentes fizeram um comunicado conjunto à imprensa, no qual Dilma Rousseff agradeceu ao presidente Cavaco Silva pelo empenho de Portugal à eleição do embaixador brasileiro Roberto Carvalho de Azevêdo, de 53 anos, para a direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Dilma destacou ainda a cooperação dos dois países na área de educação e de ciência e tecnologia. Ela deu como exemplo, além do memorando que garante a presença de brasileiros em Cantanhede, o acordo para que pesquisadores brasileiros tenham acesso ao laboratório de nanotecnologia da cidade de Braga. "Esses dois eventos são exemplos concretos do patamar de relacionamento na área de educação", declarou.Numa reunião de uma hora com Cavaco Silva, Dilma Rousseff disse ter expressado o "desejo de que estejam mais próximos os momentos que vão levar a uma retomada do crescimento e, portanto, da melhoria da situação para as populações europeias".

 

Cavaco Silva salientou que a cooperação entre Brasil e Portugal "pode se estender a todos os domínios". O presidente português também fez questão de incentivar investimentos brasileiros e disse desejar que a viagem de Dilma Rousseff "contribua para alertar os empresários brasileiros para as potencialidades de Portugal".Mais uma vez, Cavaco Silva veio a público manifestar apoio à pretensão brasileira de ocupar vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e ao estabelecimento de acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

 

Paulo Portas

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, o acordo para reconhecimento de diplomas de engenharia e arquitetura "significa o triunfo da persistência"português  e resolve o problema dos "engenheiros portugueses muito qualificados que não conseguiam exercer a sua profissão no Brasil", noticiou a rádio TSF."Arregaçámos as mangas e pusemo-nos ao trabalho", disse o ministro, que assinalou o trabalho das universidades, ministérios da Educação e diplomacias dos dois países na conclusão deste acordo.